Nos
dias 6 e 7 de dezembro de 2025, a Cafeteria Cultural Alumia, no
Jardim Petrópolis, em Foz do Iguaçu, foi tomada por cores, palavras, sons e
sabores que atravessaram fronteiras. A primeira edição da Feira Latinta
não foi apenas uma feira gráfica e editorial — foi um encontro vivo de pessoas,
trajetórias e práticas culturais que pulsam na América Latina e Caribe.
Durante
dois dias, das 16h às 22h30, o espaço se transformou em território de
convivência, criação e compartilhamento. Por ali circularam editoras
artesanais, artistas visuais, poetas, escritores, músicos, oficineiros e
produtores culturais vindos do Brasil e de outros países latino-americanos
e caribenhos, reafirmando Foz do Iguaçu como um lugar onde a diversidade não é
exceção, mas essência.
A programação integrou feira gráfica e editorial, artes visuais, literatura, música, oficinas formativas e gastronomia, criando um ambiente acolhedor, intenso e cheio de pertencimento. Cada banca, cada conversa e cada gesto ajudaram a construir um espaço onde a palavra impressa, o traço manual e o fazer artesanal ganharam centralidade.
Entre os destaques estiveram as oficinas, que proporcionaram experiências sensíveis e coletivas. Na escrita intuitiva, palavras brotaram do afeto e da escuta. Já a oficina de elaboração de papel reciclado trouxe à tona a poesia do reaproveitamento, da transformação e do trabalho feito com as próprias mãos — valores que dialogam diretamente com a proposta da feira.
O sarau literário, as conversas sobre edição independente, as apresentações musicais e a presença de projetos como editoras cartoneras, coletivos gráficos e publicações independentes reforçaram a potência da produção cultural fora dos grandes circuitos comerciais. Tudo isso em diálogo constante com a gastronomia, que também marcou presença como expressão cultural e espaço de encontro.
Organizada por vários coletivos, a Feira Latinta nasce, assim, como um universo em movimento, que celebra a integração latino-americana e caribenha, a criação independente e o poder do encontro. A primeira edição deixou claro: há sede por espaços como esse — e muitas histórias ainda estão por vir.


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